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Fuvest: Geografia
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Geografia
Autor: Sophia de Mello Breyner Andresen
Movimento literário: Literatura contemporânea portuguesa
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) é uma das mais importantes poetas portuguesas do século XX. Em 1999, foi laureada com o Prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa.
Estilo: Geografia, oitavo livro da autora, representa a sedimentação dos aspectos estilísticos e temáticos que delinearam a singularidade de sua poesia, moldada no intenso diálogo entre tradição e modernidade. Como sugere o título, a obra reúne, em cerca de seis dezenas de escritos, uma coletânea de poemas que privilegiam a espacialidade em todas as suas dimensões: a natureza e a paisagem (mar, praia, céu, vento, vegetação), o espaço urbano em seus diversos contextos e contradições (ambiente coletivo que abriga o indivíduo), a dominação territorial empreendida pelos portugueses a partir das conquistas ultramarinas do século XVI; o contexto social e político (no retrato da opressão social decorrente do Estado Novo, regime autoritário e ditatorial que dominou Portugal entre 1926 e 1974), além de poemas de caráter introspectivo que trazem como tema o interior do ser, com enfoque na subjetividade (a memória, o vazio da existência, a oposição entre aparência e essência, as indagações metafísicas, a espiritualidade, a mitologia, o passar do tempo).
Estrutura: no livro, há o predomínio de poemas curtos, escritos em linguagem simples – às vezes prosaica –, com intensa musicalidade, forte carga metafórica e apurado cuidado formal. Dentre os principais poemas estão “Ingrina”, “Senhora da rocha”, “Procelária”, “Os aviões”, “Túmulo de Lorca”, “Espera”, “Dual”, “No deserto”, “Acaia”, “Crepúsculo dos deuses”, “Descobrimento”, “Manuel Bandeira”, “Brasília”, “Poema de Helena Lanari” e “Poema”.
Importância da obra: além de representar a maturidade de uma das principais vozes da poesia portuguesa produzida a partir dos anos 1950, Geografia possui uma importância especial para o leitor brasileiro por conter uma seção toda dedicada ao país. Na penúltima seção do livro, um conjunto de quatro poemas confirma o intenso vínculo afetivo entre Andresen e o Brasil, refletindo o estreito diálogo entre as literaturas portuguesa e brasileira, intensificado a partir do século passado.
Estilo: Geografia, oitavo livro da autora, representa a sedimentação dos aspectos estilísticos e temáticos que delinearam a singularidade de sua poesia, moldada no intenso diálogo entre tradição e modernidade. Como sugere o título, a obra reúne, em cerca de seis dezenas de escritos, uma coletânea de poemas que privilegiam a espacialidade em todas as suas dimensões: a natureza e a paisagem (mar, praia, céu, vento, vegetação), o espaço urbano em seus diversos contextos e contradições (ambiente coletivo que abriga o indivíduo), a dominação territorial empreendida pelos portugueses a partir das conquistas ultramarinas do século XVI; o contexto social e político (no retrato da opressão social decorrente do Estado Novo, regime autoritário e ditatorial que dominou Portugal entre 1926 e 1974), além de poemas de caráter introspectivo que trazem como tema o interior do ser, com enfoque na subjetividade (a memória, o vazio da existência, a oposição entre aparência e essência, as indagações metafísicas, a espiritualidade, a mitologia, o passar do tempo).
Estrutura: no livro, há o predomínio de poemas curtos, escritos em linguagem simples – às vezes prosaica –, com intensa musicalidade, forte carga metafórica e apurado cuidado formal. Dentre os principais poemas estão “Ingrina”, “Senhora da rocha”, “Procelária”, “Os aviões”, “Túmulo de Lorca”, “Espera”, “Dual”, “No deserto”, “Acaia”, “Crepúsculo dos deuses”, “Descobrimento”, “Manuel Bandeira”, “Brasília”, “Poema de Helena Lanari” e “Poema”.
Importância da obra: além de representar a maturidade de uma das principais vozes da poesia portuguesa produzida a partir dos anos 1950, Geografia possui uma importância especial para o leitor brasileiro por conter uma seção toda dedicada ao país. Na penúltima seção do livro, um conjunto de quatro poemas confirma o intenso vínculo afetivo entre Andresen e o Brasil, refletindo o estreito diálogo entre as literaturas portuguesa e brasileira, intensificado a partir do século passado.
