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Fuvest: A paixão segundo G. H.
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A paixão segundo G. H.
Autor: Clarice Lispector
Movimento literário: Pós-modernismo – Prosa contemporânea
Clarice Lispector (1920-1977) nasceu na Ucrânia e imigrou para o Brasil em 1922 com sua família – primeiramente residindo em Maceió e, depois, em Recife e no Rio de Janeiro. Foi escritora de romances, contos, crônicas, artigos jornalísticos e livros infantis.
No livro, há uma narradora personagem, a própria G.H., que, por meio de um monólogo interior e do fluxo de pensamento, narra seu próprio sofrimento da paixão de forma introspectiva e filosófica.
Estrutura: com pouco enredo e forte densidade reflexiva, o romance é construído pela protagonista a partir da urgência de salvar o seu leitor contando-lhes sua própria experiência da paixão – há um paralelismo sendo traçado entre a paixão de G.H. e a paixão de Cristo. A narrativa se passa ao longo de um único dia, organizado segundo o tempo psicológico da consciência, diretamente do quarto da empregada do apartamento da protagonista, situado na cidade do Rio de Janeiro.
Importância da obra: considerada uma das obras mais importantes de Clarice Lispector e da literatura brasileira, A Paixão Segundo G.H. trabalha com maestria o percurso dos pensamentos existencialistas da protagonista a partir de uma situação cotidiana. O livro se vale de importantes recursos formais consagrados pelo Modernismo – como o monólogo interior e o fluxo de pensamento – para construir um romance que foge tanto do modelo narrativo tradicional quanto da estrutura puramente filosófica. O resultado é uma obra que alcança o patamar de um romance literário único, em que a própria personagem se torna a escritora de sua experiência, buscando uma linguagem e uma forma que lhe seria apropriada para contar, paradoxalmente, sua experiência de despersonalização e, portanto, perda da linguagem e dos atributos humanos.
